ONU alerta: pandemia pode ampliar fome e jogar 49 milhões de pessoas na pobreza extrema

A pandemia da Covid-19 agrava a crise alimentar e a desigualdade social

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou no dia 9 de junho, em Nova Iorque (EUA), um documento político sobre a pandemia do novo coronavírus e a ameaça à segurança alimentar e nutricional (SAN), especialmente para os mais vulneráveis em todo o mundo. Quem faz o alerta para essa situação é o secretário-geral da ONU, António Guterres.

“Este ano, cerca de 49 milhões de pessoas podem cair na pobreza extrema devido à crise da Covid-19. O número de pessoas expostas a uma grave insegurança alimentar e nutricional vai crescer rapidamente. A queda de um ponto percentual no Produto Interno Bruto global significa mais 700 mil crianças raquíticas”, disse o secretário-geral da ONU durante seu discurso no lançamento do relatório.

Na avaliação da ONU, muitas pessoas já viviam na crise alimentar, antes da pandemia, que agrava a situação e coloca em risco os sistemas alimentares, com interrupções na cadeia de abastecimento.

Clique aqui e acesse o documento da ONU na íntegra (em inglês).

Brasil: entidades na luta contra a fome

O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) é signatário da carta intitulada “Garantir o direito à alimentação e combater a fome em tempos de coronavírus: a vida e a dignidade humana em primeiro lugar!”, endossada por diversos movimentos e organizações da sociedade civil brasileira que, historicamente, atuam na defesa do Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequada (DHANA) e da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (SSAN). A pandemia trouxe à tona, questões como desigualdade social, étnico-raciais, de gênero e as precárias condições de vida de grande parte da população brasileira.

Na avaliação da nutricionista Rita Frumento, presidente do CFN, o Brasil corre sérios riscos de voltar ao mapa da fome mundial. “Com a pandemia, vemos com muita preocupação o aumento da fome e da desigualdade social no Brasil. Infelizmente, estamos novamente na rota do mapa da fome. Precisamos incrementar as estratégias e políticas públicas para conseguir avançar e mitigar os danos causados pela pandemia, principalmente com relação as políticas de SAN e DHANA”.

 

Fonte: Conselho Federal de Nutricionistas

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